Central enfrenta rombo previdenciário de mais de R$ 33 milhões herdado de governos anteriores e gestão atual já quitou mais de R$ 6 milhões.

Central enfrenta rombo previdenciário de mais de R$ 33 milhões herdado de governos anteriores e gestão atual já quitou mais de R$ 6 milhões.
Foto: reprodução

O município de Central, no interior da região de Irecê, vive um dos maiores desafios financeiros de sua história recente. A prefeitura enfrenta um passivo previdenciário superior a R$ 33 milhões, acumulado ao longo de gestões anteriores e hoje considerado um dos principais entraves para o equilíbrio fiscal do município.

Desde que assumiu a administração, em janeiro de 2022, quando o passivo era de quase 40 milhões, o prefeito Iko tem direcionado parte significativa das receitas municipais para amortizar a dívida herdada. De acordo com dados divulgados pela própria gestão, mais de R$ 6 milhões já foram pagos somente nesses últimos anos como forma de evitar novos bloqueios e sanções legais.

Segundo o prefeito, os impactos da dívida são profundos e atingem diretamente áreas essenciais. “São resgates, bloqueios e cancelamentos de recursos que infelizmente poderiam ser investidos na educação, na saúde, na infraestrutura. Dinheiro que poderia colocar a máquina pública a serviço da população, mas que estamos obrigados a destinar ao pagamento de débitos de INSS”, lamentou Iko.

O gestor ainda criticou a postura das administrações anteriores. “A gente fica triste ao ver como outros gestores administravam nossa cidade. Central está pagando hoje por erros do passado, mas seguimos trabalhando para regularizar as contas e garantir um futuro mais responsável para o município”, destacou.

Por outro lado, há muitos anos Central convivia com a certidão de débitos federais positiva diante do alto passivo em aberto, o que travava convênios e dificultava a chegada de novos investimentos. Com o comprometimento da gestão atual em regularizar as contas, o município passou a manter a certidão negativa, recuperando a capacidade de buscar recursos e viabilizar melhorias para a população.

Desse modo, apesar das dificuldades, a prefeitura afirma que continuará priorizando a responsabilidade fiscal e buscando alternativas para minimizar os impactos da dívida e assegurar a continuidade dos serviços públicos.